Representantes das Comissões de Atingidos e Assessoria Técnica expõem a realidade do Território durante Seminário na PUC Minas

Publicado em: 17/05/2019

Representantes dos atingidos, do Ministério Público de Minas Gerais e da PUC Minas

Integrantes das Comissões de Atingidos de Rio Doce e de Santa Cruz do Escalvado/Chopotó, acompanhados dos Coordenadores do Centro Alternativo de Formação Popular Rosa Fortini, participaram no dia 11 de maio, do Seminário de Integração dos Cursos de Ciências Socais e Humanas, realizado na PUC Minas.
 
Coordenado pelo Professor Ricardo Ferreira Ribeiro, o evento abordou a temática “Vidas Rompidas- Luta e Reconstrução Social em Comunidades atingidas por barragens de mineração”, apresentou aos estudantes as diversas situações de violações de direitos e dificuldades enfrentadas pelas famílias atingidas nos Territórios.
 
Antônio Carlos da Silva, membro da Comissão de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado/Chopotó, informou que, apesar da Fundação Renova ter gasto milhões no Território, o crime continua. Ele relatou que as comunidades tem uma relação muito forte com o rio Doce e as atividades que o rio oferecia sustentavam famílias há várias gerações. 
 
Sebastião Sílvio de Oliveira, Tininho, membro da Comissão de Atingidos de Rio Doce, apontou que moram numa cidade simples, organizada, mas que tem poucas oportunidades de emprego, ressaltando que tiravam o sustento do Rio.  
 
Os coordenadores do Centro Rosa Fortini, Domingos de Araújo Lima Neto e Juliana Cecília Veloso, abordaram questões jurídicas que ocorrem no Território, enfatizando que são inúmeras famílias que continuam sofrendo as consequências de uma reparação de danos que nunca chega. Ressaltaram que só os atingidos sabem o que eles perderam e que, além das indenizações, eles precisam de alternativas econômicas, porque o Rio eles não terão de volta.
 
 
Representantes dos Atingidos compuseram Mesa Redonda
 
 
 
Estudantes da PUC Minas



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