Comissão de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado recebe coordenador do IEF

Publicado em: 20/11/2018

Coordenador do IEF, Comissão de Atingidos e engenheiros visitam obras (Patrícia Castanheira/Rosa Fortini)

A convite da Comissão de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado, o coordenador regional de Educação Ambiental do IEF e presidente da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental da Mesorregião da Zona da Mata, Renato Gomes, visitou as obras de dragagem do rejeito da UHE Candonga. O objetivo foi conhecer a realidade do território após os três anos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.

Também participaram da visita, realizada no último dia 8, Maria Célia de Sena Gonçalves, mobilizadora Social do Rio Vivo-CBH Piranga (Guaraciaba); e Fábio Lúcio Barbosa, engenheiro ambiental e operador da Estação de Tratamento de Água de Viçosa. Antônio Carlos da Silva, integrante da Comissão de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado e a engenheira ambiental da Rosa Fortini, Marina Lima, percorreram boa parte dos setores com os visitantes.

“Este é um lago de geração de energia, mas também de lazer e turismo. A gente não sabe qual o futuro desta água. Este rejeito parado aí 30, 40 anos poderá comprometer as espécies que ainda sobrevivem no Rio. O rejeito retirado dos 400 metros próximos à barragem foi depositado nos setores sem proteção adequada do solo e a maior parte destes setores ficará submersa. O Rio Doce virou um depósito de lama”, explicou Antônio Carlos.

Ele também demonstrou preocupação com o período da piracema que se inicia em novembro. “Não existe possibilidade dos peixes transporem os barramentos para seguirem o curso normal e desovarem”.

Renato disse que vai propor um trabalho do Fórum Regional de Educação Ambiental (Forea), nos oito municípios atingidos que pertencem a Bacia Hidrográfica do Rio Piranga-CBH-Piranga, incluindo Santa Cruz do Escalvado, Rio Doce e Ponte Nova.

Análise dos peixes

Ao longo da visita observou-se a presença de dois pesquisadores do Instituto Lactec. Eles recolhiam peixes para análise a serviço do Ministério Público Federal. Sabe-se que um grupo de pesquisadores da UFV também realiza trabalho semelhante no território.

 



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