Instituições de Justiça lançam Termo de Referência para definir qual será a entidade responsável pela primeira fase do Programa para Mulheres

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) divulgou, neste 29/04, que a comunidade pode contribuir na construção do Termo de Referência para selecionar qual entidade irá acompanhar a execução para o Programa para Mulheres, no acordo de reparação do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (2015).

O Termo explica como será escolhida a organização que vai cuidar da fase inicial do programa. Essa entidade vai ter duas tarefas principais: pagar as mulheres que já têm direito e estudar formas de incluir pagamentos para outras mulheres elegíveis nos próximos passos do programa.

Como contribuir

No momento há uma consulta pública aberta para contribuições a respeito do Termo de Referência, que deve ser enviada até o dia 20 de maio para o email: ijsprogramaparamulheres@gmail.com.

Esta consulta é importante porque permite que qualquer pessoa ou organização envie contribuições para aprimorar o Termo de Referência antes da versão final. Após esse período, as instituições vão analisar as sugestões recebidas, ajustar o documento e iniciar o processo de seleção da entidade técnica.

Confira o edital de credenciamento das entidades e o Termo de Referência aqui!

Depois que terminar o prazo da consulta pública, as instituições vão analisar as sugestões, fazer os ajustes no Termo de Referência e começar a escolher a entidade que vai seguir com o programa. A partir daí, será possível iniciar os pagamentos e também construir propostas para as próximas etapas, que ainda serão apresentadas às atingidas.

Além do MPMG, as demais Instituições de Justiça que atuam na construção do Programa para Mulheres são o Ministério Público Federal, Defensoria Pública da União, Defensorias Públicas de Minas Gerais e do Espírito Santo e MPES.

Cuidado com fake News

Neste momento, não há inscrições abertas, nem cadastro ou pagamento acontecendo. Também não é preciso contratar advogado para participar.

É fundamental que as mulheres fiquem atentas a notícias falsas e não entreguem documentos pessoais — como identidade, CPF ou comprovante de endereço — diante de solicitações não oficiais. Também é importante não assinar procurações sem confirmar a legitimidade, já que esse tipo de documento pode autorizar outra pessoa a tomar decisões em seu nome. Todas as informações confiáveis devem ser buscadas somente nos canais oficiais das IJs.

Mulheres reunidas em Novo Soberbo, em julho de 2025, para discutir sobre os possíveis usos do recurso para o programa. Foto: Thalita/ASCOM Rosa Fortini

Texto: Thalita de Oliveira/ASCOM Rosa Fortini

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