As famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão poderão receber assistência técnica rural da Emater-MG para apoiar a produção agrícola nas propriedades afetadas.
Voltado para produtores e produtoras familiares da Bacia do Rio Doce, a proposta foi apresentada durante a 3ª Reunião Ordinária da Instância Mineira de Participação Social do Rio Doce (IMPS/Doce), realizada em Governador Valadares.
A iniciativa será executada em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa-MG) e faz parte das medidas previstas no Anexo 18 do Acordo de Reparação do Rio Doce.
Reunião no território
Segundo a Emater Ponte Nova, uma reunião com agricultores de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó será realizada no dia 27 de maio, às 13h, no Espaço Múltiplo Uso. O encontro visa divulgar informações no município e apresentar detalhes sobre as ações.
“A reunião será voltada aos agricultores que estão na área atingida pela lama”, acrescentou Wilma Aparecida Loures Vieira, da unidade local da Emater.
Mancha de inundação
O projeto faz parte do Anexo 18 do Acordo de Repactuação e trata-se de um contrato entre a Seapa e a Emater para prestação de assistência técnica rural às comunidades dentro de um recorte territorial específico. Nesse contexto, foi reforçado que o público prioritário são as famílias inseridas na chamada “mancha de inundação”, critério usado para definir a área de atendimento das ações de reparação.
Essa “mancha” corresponde à área que foi atingida pela enchente de 2022, somada a uma faixa adicional de 100 metros, conforme explicou Thaís Vilas Boas, da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). De acordo com as regras atuais, a atuação da Emater-MG abrangerá toda a área delimitada pela mancha de inundação.
Após questionamentos de representantes das comunidades atingidas sobre famílias que ficaram fora da mancha, Thaís destacou que existem iniciativas para além do Anexo 18. Segundo ela, o Anexo 12 deve permitir, a partir do próximo ano, o atendimento de públicos fora da mancha de inundação.
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Texto: Mariana Duarte/ASCOM Rosa Fortini



