A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (SEDE) apresentou durante a 3ª reunião da Instância Mineira de Participação Social (IMPS/Rio Doce), em Governador Valadares, o Projeto Coopera+ Rio Doce. A proposta é estimular a retomada econômica nos territórios atingidos, com foco na organização coletiva.
Prevista no Anexo 12 do Acordo de Repactuação, a iniciativa aposta no cooperativismo e no associativismo como caminhos para fortalecer pequenos produtores, trabalhadores informais e grupos produtivos. A ideia é melhorar a renda, ampliar mercados e reduzir a vulnerabilidade econômica que ainda marca muitas famílias atingidas.

O que está sendo oferecido?
Entre as ações previstas estão cursos, consultorias, apoio à formalização de grupos e incentivo à criação de redes de colaboração. O público inclui agricultores familiares, artesãos, microempreendedores, empresas de pequeno porte, estudantes e pessoas que hoje trabalham na informalidade.
O Sebrae e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) serão responsáveis pela execução das ações.
Acesso real
Embora o projeto fale em fortalecer quem já produz, um dos desafios é garantir que as pessoas mais vulneráveis (especialmente aquelas com menos acesso à informação) consigam, de fato, participar.
Outro ponto é o tempo: o cronograma prevê início em 2026 e execução até 2030. Para quem convive com dificuldades diárias há mais de uma década após o rompimento da barragem, a demora na implementação das ações contrasta com a urgência de respostas concretas no presente.
O que observar daqui pra frente
O ano de 2026 é apontado no projeto como o início da mobilização nos territórios, mas não há detalhamento de como esse processo será conduzido, nem se serão consideradas as diferentes realidades ao longo da Bacia do Rio Doce.
Diante disso, permanece uma dúvida: o projeto terá capacidade de transformar a organização coletiva em geração de renda concreta?
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Texto: Mariana Duarte/ ASCOM Rosa Fortini



