Governo de Minas apresenta plano de saúde para Bacia do Rio Doce durante a 3ª reunião da Instância Mineira

O Governo de Minas apresentou, na semana passada, em Governador Valadares, o Plano Estadual de Ação em Saúde do Rio Doce, durante a 3ª reunião da Instância Mineira de Participação Social. A proposta integra o Acordo de Repactuação, no âmbito do Anexo 8.

Na reunião, foram detalhadas obras e melhorias em unidades de saúde em diferentes municípios. Em Rio Doce, será construída uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com investimento de R$ 2 milhões. Em Santa Cruz do Escalvado, está previsto o repasse de R$ 500 mil para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes voltados à Atenção Primária à Saúde. 

Já em Ponte Nova, o plano destina R$ 30 milhões à rede hospitalar: R$ 15 milhões para obras no Hospital Nossa Senhora das Dores e outros R$ 15 milhões para a compra de equipamentos para o Hospital Arnaldo Gavazza. Além disso,  também está previsto o fortalecimento dos consórcios intermunicipais de saúde, com R$ 10 milhões para o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Microrregião do Vale do Piranga (CISAMAPI), voltados à ampliação da capacidade de atendimento na região. 

Foto: Acervo Rosa Fortini

Mais participação social

Durante a reunião, integrantes da Instância Mineira apontaram fragilidades na participação social nos territórios atingidos. Segundo eles, muitos municípios não contam com conselhos municipais de saúde em funcionamento e, em vários casos, a população desconhece o plano local.

Diante desse cenário, a Instância vai encaminhar ofícios a prefeitos e conselhos municipais, reforçando a importância da reativação e do fortalecimento desses espaços para garantir a participação da população nas decisões do SUS.

Recursos e demora

É importante lembrar que o montante destinado à área da saúde em Minas Gerais no âmbito do Acordo é de R$ 424 milhões a ser liberado até 2032, deste valor cerca de R$ 220 milhões devem ser executados até o fim de 2026, segundo o Plano Estadual de Ação.

Apesar da previsão de volume de recursos, a execução se estende no tempo, o que mantém comunidades atingidas em uma espera prolongada por melhorias. 

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Texto: Mariana Duarte/ ASCOM Rosa Fortini

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