Rosa Fortini conecta saber da UFV às comunidades atingidas para fortalecer ideias de projetos para reativação econômica

Para orientar as comunidades atingidas de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó a acessarem os recursos destinados a projetos de reativação econômica previstos no Novo Acordo Judicial da Bacia do Rio Doce, a Assessoria Técnica Independente (ATI) Rosa Fortini promoveu um encontro entre lideranças locais e um grupo de professores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), instituição de destaque nacional no ensino e na pesquisa.

Professores da UFV, Rafael Campos e Victor Lana. Foto: Nane Camargos/ Ascom Rosa Fortini.

A ideia é aproximar estes professores universitários das pessoas atingidas para iniciar um trabalho conjunto, ajudando as comunidades a organizar suas ideias e transformar essas propostas em projetos capazes de fortalecer a economia da região.

Primeiro encontro

Na noite da quinta-feira (13), no escritório da ATI em Rio Doce, os economistas Rafael Campos e Victor Lana deram início a essa conversa. Eles se reuniram com pessoas atingidas para ouvir de perto os anseios e prioridades dessas comunidades.

Diálogo entre vozes

Logo no início do encontro, os professores propuseram uma dinâmica simples, que abriu conversas profundas. Cada participante recebeu uma folha em branco e uma caneta. A pergunta orientadora era direta: quais são as prioridades da sua comunidade para desenvolver a economia local?

A partir desse gesto, o diálogo ganhou corpo. Os professores passaram a conversar diretamente com cada participante, perguntando sobre as ideias anotadas e provocando reflexões: “Essa questão é vista como um problema individual ou coletivo? Há alguma ideia que nunca saiu do papel? O que vocês acham que falta para isso acontecer? Como podemos ajudar?”

Ladinho anota suas contribuições. Foto: Nane Camargos/ Ascom Rosa Fortini.

As respostas mostraram um mosaico de demandas que atravessam o cotidiano das comunidades. Entre os pontos mais citados estavam:

  • Regularização fundiária — reconhecida como base para qualquer projeto de futuro;
  • Turismo em Santa Cruz do Escalvado, especialmente o potencial da famosa pedra, e a necessidade de preparar a cidade com hotéis, restaurantes e pousadas;
  • Fortalecimento do artesanato e da produção local, criando condições para ampliar o comércio na região.
  • Criação de peixes, vista como uma importante oportunidade de geração de renda para várias famílias. A atividade foi destacada como um potencial econômico da região, mas ainda enfrenta obstáculos, como a falta de assistência técnica, infraestrutura adequada e a dificuldade em conquistar a confiança do consumidor.

Foto: Nane Camargos/ Ascom Rosa Fortini.

Parceria que fortalece

Para os professores, o encontro reforçou que nenhum plano econômico nasce distante da vida real das pessoas. Para as comunidades, foi a chance de olhar para suas próprias ideias com outro fôlego e de ver uma parceria que pretende caminhar junto.

Foto: Nane Camargos/ Ascom Rosa Fortini.

Novos encontros serão organizados pela ATI Rosa Fortini junto às comunidades de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó. Embora ainda não tenham sido publicados nenhum edital pelo governo, a meta é capacitar as pessoas atingidas para que organizem suas próprias ideias e aprendam a apresentar projetos que possam acessar os recursos do Acordo Judicial destinados a ações estruturantes e de reativação econômica.

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Texto: Mariana Duarte (Ascom Rosa Fortini)

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