Na noite de quinta-feira (22), faiscadores de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó se reuniram com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR). O encontro foi um espaço de diálogo e escuta sobre as prioridades das comunidades atingidas.

As demandas levantadas pelas pessoas atingidas vão orientar a construção de projetos comunitários que serão financiados pelo Fundo de Participação Social. O Fundo está previsto no Acordo Judicial do Rio Doce, no Anexo 6, que trata da participação social no processo de reparação.
Renda é prioridade
Durante o diálogo, o grupo destacou que a região tem grande necessidade de projetos de reativação econômica, para que as pessoas atingidas possam voltar a gerar renda e reconstruir suas atividades produtivas.
Faiscadores e faiscadoras apresentaram propostas mais direcionadas ao fortalecimento da produção local e à melhoria da qualidade de vida. Entre as ideias apresentadas estão:
- apoio à agricultura familiar;
- projetos de qualificação técnica;
- manejo do leite e implantação de tanques comunitários;
- cultivo do café;
- piscicultura;
- projetos de energia solar, entre outros.

Experiência local
Vinício da Cruz Santos destacou, durante o diálogo, a importância de fortalecer a agricultura familiar para garantir o escoamento da produção e geração de renda. Ele usou como exemplo a experiência da Comunidade Jorge, onde vive.
“Lá a gente já planta. Hoje, somos oito pessoas que fazem parte da agricultura familiar. Vendemos para a Conab e também para a merenda escolar de Rio Doce, Dom Silvério, Alvinópolis e Sem-Peixe”, explicou.
Escuta das comunidades
Durante o encontro, Ana Maria Conegundes, representante da SGPR, explicou que o Governo Federal está ouvindo as comunidades para definir o modelo dos editais do Anexo 6 da forma mais próxima da realidade local. A proposta da linha de fomentos será discutida na semana que vem em reunião do Conselho Federal de Participação Social.
Os editais serão de fomento, ou seja, para apoiar financeiramente projetos de interesse coletivo. Na prática, isso significa garantir recursos para que grupos, associações e comunidades possam tirar suas ideias do papel e colocá-las em ação.
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Texto: Mariana Duarte/ Ascom Rosa Fortini



