Plano de Ação em Saúde de Rio Doce é bem aceito pela Câmara Técnica

Publicado em: 11/12/2019

Está em fase de análise, pela Câmara Técnica de Saúde (CT Saúde), o Plano de Ação em Saúde de Rio Doce, denominado “Plano Municipal de Planejamento e Gerenciamento de Ações de Recuperação em Saúde Pós Rompimento da Barragem de Fundão de Mariana”. Ele foi apresentado na última reunião da CT Saúde, em Vitória/ES, nos dias 04 e 05 de dezembro, e trouxe dados que demonstram aumento gradativo nos atendimentos da Secretaria Municipal de Saúde, referentes à Dermatologia, Psiquiatria, Psicologia e Assistência à Saúde em geral.

O Plano de Ação em Saúde de Rio Doce, antes de ser encaminhado para CT Saúde, passou pelo crivo do Conselho Municipal de Saúde, da Comissão de Atingidos de Rio Doce e do Grupo Técnico Regional de Saúde/Ponte Nova. Para sua elaboração, foram realizadas reuniões com as comunidades rurais e sede. Durante estas reuniões, que contaram com o apoio técnico do Centro Alternativo de Formação Popular Rosa Fortini, os moradores fizeram suas observações sobre as mudanças relacionadas à Saúde após o rompimento. Estas alterações apontadas pela população, junto aos dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde, serviram como base para construção do Plano.

O secretário municipal de Saúde, Rodrigo de Souza Leite, disse que o aumento dos atendimentos nas unidades de Saúde do Município e nos prestadores de serviços da Saúde (Hospital e Cisamapi) trouxe novos gastos para o Município. “A mitigação e reparação de danos previstas no TTAC serão realizadas através do Plano. O nosso foi elaborado de acordo com os eixos e diretrizes propostas pelo SUS e dentro da realidade local, por isto teve uma boa aceitação na Câmara Técnica”, completou.

O município de Rio Doce, localizado na área ambiental I, trecho mais atingido pelo rompimento, sofreu muitos impactos na área da Saúde. Entre os principais, foram citados no Plano aqueles que geraram despesas públicas extraordinárias e emergenciais como o aumento da população flutuante/volante; das consultas de clínica geral e procedimentos relacionados como glicemia capilar, curativos e nebulização; além de consultas especializadas como pediatria, ginecologia e psiquiatria; dos exames laboratoriais; dos exames e consultas junto ao Cisamapi; e do teto pactuado junto ao Cisamapi na rede de urgência e emergência do Hospital Arnaldo Gavazza.

Até o momento, apenas cinco municípios mineiros (Barra longa, Mariana, Bugre, Belo Oriente e Rio Doce) apresentaram seus Planos de Ação em Saúde à CT. Os Planos são analisados pelos membros da CT, inclusive pela Fundação Renova. Após possíveis adequações, são encaminhamos para apreciação do Comitê Interfederativo (CIF). 

 

 



Compartilhe: