O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estará no território de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó entre os dias 4 e 6 de março.
A visita inclui uma vistoria no Lago de Candonga. O local ainda acumula cerca de 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minérios, que chegaram ali após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015.

A agenda faz parte de uma consulta presencial dentro do processo de licenciamento ambiental para o manejo desses rejeitos. Ou seja, o Ibama precisa ouvir as comunidades sobre os estudos que devem ser realizados antes de autorizar qualquer intervenção.
O Lago de Candonga é considerado uma das áreas mais sensíveis desde o desastre de 2015. Por isso, a vistoria é uma etapa importante do processo, e o acompanhamento do órgão ambiental é fundamental.
Reunião aberta
No dia 5 de fevereiro, às 16h, haverá uma reunião aberta com as comunidades atingidas.
O encontro será no Rio Doce Clube, no município de Rio Doce, e vai abrir espaço para que as lideranças e a população apresentem preocupações, críticas e propostas sobre o manejo dos rejeitos no lago.
A presença das pessoas atingidas, além de bem-vinda, é fundamental. Este é o momento de falar, perguntar e cobrar respostas sobre como será feito o licenciamento.
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Texto: Mariana Duarte/ Ascom Rosa Fortini

