No dia 11 de março, a equipe do Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira – PMAP (MG/ES) realizou uma reunião no distrito do Pontal, no município de Ponte Nova (MG), para apresentar os resultados mais recentes do monitoramento da pesca na região. Durante o encontro, foram apresentados dados consolidados do período de fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026.
O PMAP é um projeto que acompanha as informações sobre a pesca na calha do Rio Doce, em Minas Gerais e no litoral do Espírito Santo, no contexto das ações de reparação após o rompimento da barragem de Fundão. É executado pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), Instituto de Pesca e pela Universidade Federal do Espírito Santo, além de financiado pela Samarco através do extinto Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC).
O monitoramento envolve pescadores e pescadoras, além de aquicultores e aquicultoras, e reúne informações como as espécies capturadas, a quantidade de pescado, o esforço de pesca, os locais de desembarque, as formas de comercialização e as condições socioeconômicas de quem vive da atividade. Esses dados ajudam a entender como está a situação da pesca na região e contribuem para orientar políticas públicas e ações voltadas à recuperação do setor pesqueiro.

A reunião contou com a participação de seis pescadores do território de Santa Cruz do Escalvado e da engenheira ambiental do Centro Rosa Fortini, Victória Mendes. Eles acompanharam a apresentação para conhecer melhor o funcionamento do projeto e os resultados do monitoramento da pesca no Rio Doce. O encontro também abriu espaço para diálogo entre os pescadores e a equipe técnica, fortalecendo a transparência e a compreensão sobre o acompanhamento da atividade pesqueira no território.
Rose Sena, uma das participantes, disse que o encontro foi muito produtivo porque mesmo sendo pescadora e criadora e conhecendo os peixes locais, aprendeu ainda mais dicas sobre como identificar a idade dos peixes, as melhores formas de captura, etc.
Para Victória, o trabalho do PMAP gera dados importantes sobre a dinâmica da pesca, as espécies capturadas e seu desenvolvimento biológico. “A socialização dessas informações com as comunidades contribui para ampliar o entendimento sobre a realidade da pesca na região e fortalece a participação dos pescadores no acompanhamento desses dados. Mas também seria importante a ampliação de esclarecimentos sobre a saúde da ictiofauna* local, já que esses fatores impactam diretamente a atividade pesqueira”, disse ela, completando que, mesmo que esse não seja o foco do projeto, essas informações são complementares e fundamentais para uma compreensão mais completa da situação da pesca no território.
*Ictiofauna: conjunto de todas as espécies de peixes que habitam em uma determinada região geográfica.



