Exposição de Fotografias Itinerante marca os 6 anos do rompimento da barragem de Fundão

Publicado em: 08/11/2021

Na semana em que completaram 6 anos do rompimento da barragem de Fundão (5 de novembro de 2015 - Caso Samarco) - desastre que vitimou 19 pessoas e é considerado um dos maiores da história em degradação ambiental - as Comissões de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado/Chopotó e de Rio Doce, e a ATI Centro Rosa Fortini organizaram a Exposição de Fotografias Itinerante “Memórias de Luta e Resistência”.

A Exposição é uma forma de recordar como o desastre impactou os moradores de Rio Doce, de Santa Cruz do Escalvado e do Chopotó (comunidade rural de Ponte Nova) e também pretende fazer com que o expectador reflita a respeito de todo o processo de luta pela reparação integral.

Os danos sociais, ambientais e econômicos causados pelo rompimento são enormes e as ações em prol da reparação integral não estão definidas, mesmo após 6 anos. No entanto, mesmo cientes dessa triste realidade, os atingidos do Território, com apoio da ATI Centro Rosa Fortini e demais parceiros, através de incansável luta coletiva, somam vitórias. (Linha do Tempo e todo histórico estão no site: www.centrorosafortini.com.br)

As fotografias estão organizadas em ordem cronológica e divididas em seis temas: Como era a vida dos atingidos antes do rompimento; Momento do rompimento; As consequências do desastre; A luta por reparações mais justas; Os povos e comunidades tradicionais; e O início das indenizações individuais. Também foram utilizadas frases de atingidos e profissionais envolvidos no processo de reparação para introduzir cada tema da Exposição.

Na quinta, dia 04 de novembro, a Exposição aconteceu no Passeião de Rio Doce, durante todo o dia. Na sexta, dia 05 de novembro, as fotografias ficaram em exposição no Centro Comercial de Nova Soberbo - comunidade de Santa Cruz do Escalvado. E no sábado, dia 06 de novembro, a Exposição ocorreu na Praça de Palmeiras, em Ponte Nova. No terceiro dia, também ficou em exposição todo o material utilizado na atividade de Faiscação (houve demonstração in loco da apuração do ouro), utensílios da Pesca Artesanal e de mudas das principais espécies impactadas nas propriedades rurais ribeirinhas.

Muitos visitantes não tinham conhecimento do alcance dos impactos do rompimento para os atingidos do Território. Ao observarem o histórico de luta das comunidades, se demonstraram indignados com as mineradoras. “É um absurdo o que fazem com nossa natureza, exploram, exploram, levam nossas riquezas para fora e ainda causam desastres desta magnitude e fogem das responsabilidades. Até quando Minas Gerais suportará este tipo de exploração?”, disse uma das visitantes.

A Exposição de Fotografias Itinerante segue até o final de novembro, em escolas e praças dos municípios de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Ponte Nova. As escolas interessadas poderão entrar em contato, através do número: 97176-8343 (ATI Centro Rosa Fortini), para agendarem uma data para Exposição na própria escola.

 



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