Fundação Renova permanece inerte quanto às negociações com os atingidos e busca fortalecer o conflito e divisão da força coletiva do Território

Publicado em: 16/08/2020

As Comissões de Atingidos de Santa Cruz do Escalvado/ Chopotó e de Rio Doce, através de seus advogados, solicitaram, no dia 10 de agosto, à 12ª Vara Federal de Belo Horizonte, posicionamento do juiz acerca da inércia e silêncio da Fundação Renova e mineradoras para início dos debates e mesas de negociação, visando dar celeridade e eficiência às discussões da pauta de reparação dos atingidos do Território.

A Fundação Renova está inerte quanto à organização das mesas de negociações com as categorias de atingidos. Apesar de intimada pela Justiça, ela não apresentou, até o momento, nenhuma proposta para dialogar com os atingidos.

No dia 20/7 as empresas Vale, Bhp e Samarco protocolizaram junto à 12ª Vara petição solicitando ao Meritíssimo (MM.) Juiz a análise e manifestação acerca da denúncia sem provas formulada por um pequeno grupo de atingidos que não apoia o trabalho das Comissões. Na petição as empresas pedem ao MM. Juiz para restringir a mesa de negociação aos temas AFE e Indenização.

Embora protocolada no dia 20 de julho os advogados das Comissões somente tiveram acesso ao teor da petição no dia 14 de agosto. Fato interessante na manifestação das empresas foi o pedido de sigilo por parte das mesmas, objetivando assim que os atingidos fossem privados de informações relevantes.

As comissões aguardam um posicionamento do MM. Juiz em relação à petição de seus advogados protocolada dia 10/8.

Clique AQUI e veja a íntegra da manifestação das empresas no processo das Comissões de Atingidos de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó.

 



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