Visita à foz do rio Doce confirma total desolação

Publicado em: 13/11/2019

Nos dias 05 e 06 de novembro, os membros das Comissões de Atingidos, Antônio Áureo do Carmo (Rio Doce) e Geraldo Felipe dos Santos (Santa Cruz do Escalvado); e o assessor técnico do Centro Alternativo de Formação Popular Rosa Fortini, Klênio Veiga da Costa (sociólogo) participaram, em Linhares/ES, da 27ª Reunião da Câmara Técnica Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais (CT IPCT).

Entre os assuntos debatidos do Território, houve manifestação de apoio da CT-IPCT à respeito da importância da conclusão do Estudo de Mapeamento das Comunidades Tradicionais. Além disto, o representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) salientou que o resultado dos trabalhos da equipe do Professor Aderval Costa Filho será ratificado pelo Estado e se tornara parte do processo de certificação das comunidades e povos tradicionais.

Outro ponto relevante foi o debate sobre a manifestação da Procuradoria da República do Estado de Minas Gerais questionando a postura da Fundação Renova na condução do processo de reparação. A CT IPCT ponderou, junto aos representantes da Renova, que o trabalho deles deve primar pela transparência nas ações, pelo diálogo e pela promoção da união dos atingidos. Assim ficou definido, as ações da Renova no Território devem ser comunicadas por e-mail às Comissões de Atingidos, evitando-se que as comunidades fiquem desinformadas.

Geraldo Felipe enalteceu a presença do representante da Sedese, Cléver Machado e da coordenadora geral do departamento de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Isabel Cecília Paredes. “Cléver reconhece que o trabalho do professor Aderval irá acelerar o processo de certificação. Isabel participa ativamente das reuniões da CT IPCT e sempre apoiou os faiscadores e os pescadores artesanais”, disse.

Foz do rio Doce

No segundo dia de reunião, após ouvirem vários depoimentos de moradores da região de Linhares/ES, Antônio Àureo e Klênio foram até a foz do rio Doce, na comunidade de Regência, a fim de conhecerem o local após quatro anos do rompimento da barragem de Fundão (Samarco).

“Cheguei bem cedo, a manhã estava muito bonita, mas infelizmente o que vi foram muitos barcos parados e nenhum turista nas praias ao lado. O cenário era triste, de desolação”, conta Antônio Áureo.  

 



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