Governo Federal, Governo de Minas e Instituições de Justiça destacam protagonismo das comunidades em Seminário de Recuperação Ambiental

No dia 25 de setembro, em Rio Doce, o Seminário de Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Doce reuniu representantes do Ibama, do Ministério Público Federal, do Ministério Público de Minas Gerais, da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Governo de Minas e de outras instituições.

Foto: Mariana Duarte/ Ascom Rosa Fortini

Além das análises técnicas, as autoridades ressaltaram como positiva e surpreendente a mobilização das comunidades atingidas em defesa de benefícios coletivos.

Participação social nas decisões

Para o procurador da República Eduardo Aguiar, o seminário mostrou a relevância da presença das Instituições de Justiça junto à comunidade. “O seminário teve ampla participação social e a gente teve a oportunidade de escutar do poder público o que vai ser feito com relação ao licenciamento ambiental e, em especial, da retirada de rejeito de Candonga, e escutar da sociedade as questões mais pertinentes em relação à reparação ambiental. Foram trazidos diversos pontos e é fundamental que as Instituições de Justiça estejam presentes aqui na comunidade. O pessoal que sofreu com o rompimento é que sabe o melhor caminho para reparar”, disse.

Procurador da República Eduardo Aguiar. Foto: Mariana Duarte/ Ascom Rosa Fortini.

A promotora Mariana Cristina, do Ministério Público de Minas Gerais, também destacou a importância desse momento decisivo: “Esse seminário se mostra extremamente importante para garantir aos atingidos a participação neste momento decisório das Instituições de Justiça, na avaliação do Plano Ambiental apresentado pela Samarco. Nós já estamos nos debruçando sobre esse documento há algum tempo”, destacou.

Promotora Mariana Cristina, do Ministério Público de Minas Gerais. Foto: Mariana Duarte/ Ascom Rosa Fortini.

Comunidades orientam o Ibama

O superintendente do Ibama em Minas Gerais, Sérgio Augusto Domingues, ressaltou o valor da escuta às comunidades para o trabalho da instituição:

“Esse seminário foi muito importante para o Ibama. Muito mais que uma oportunidade nossa de ouvir as preocupações, as aflições, os dramas da população atingida, para que os nossos técnicos agora, que vão receber os estudos da Samarco, possam ter uma dimensão, uma contextualização em todo o processo da represa de Candonga e, aí sim, a gente parar por alguns meses para poder elaborar o termo de referência”, observou.

Superintendente do Ibama em Minas Gerais, Sérgio Augusto Domingues. Foto: Mariana Duarte/ Ascom Rosa Fortini.

Convergência entre ciência e comunidades

O evento evidenciou a convergência entre análises técnicas e a vivência das comunidades, reforçando que a construção conjunta de soluções é o caminho mais eficaz para enfrentar os desafios ambientais da Bacia do Rio Doce.

A participação ativa das pessoas atingidas mostrou que, para além dos números e estudos, são suas experiências e demandas que devem guiar as ações de reparação e recuperação.

Ao final, o seminário deixou claro que o sucesso das iniciativas depende do diálogo constante entre autoridades, técnicos e pessoas atingidas, já que a participação social nas decisões sobre a reparação ambiental é uma condição para que ela tenha êxito.

✍🏻 Texto: Mariana Duarte e Thalita de Oliveira (Ascom Rosa Fortini)

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