Na tarde de domingo, 21 de setembro, foi realizado o primeiro Encontro de Povos e Comunidades Tradicionais da Bacia do Rio Doce. O evento, promovido pela APESC (Associação de Pescadores de Santa Cruz Escalvado), ocorreu em Nova Soberbo (Santa Cruz do Escalvado) e reuniu moradores locais, além de representantes do quilombo do bairro de Fátima (Ponte Nova), da comunidade de Gesteira (Barra Longa) e de Santana do Deserto (Rio Doce).
A presidente da APESC, Maria da Penha Rocha, explicou que o encontro foi pensado para trazer o entendimento sobre o que é ser um povo tradicional, bem como seus direitos e deveres a serem praticados, mantendo a relação profunda e respeitosa com seu território.
“Muita gente não sabe o que é ser tradicional, nem sabe o que é [o conceito]. Não sabem que devem procurar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e colocar que é tradicional porque tem os benefícios do Governo os quais as comunidades tradicionais têm direito. Por isso, o encontro teve o intuito de esclarecer, levar conhecimento para o povo saber o que eles são”, concluiu.
O momento importante de valorização da cultura abriu espaço, também, para compartilhar as dificuldades que ainda ecoam nestes quase 10 anos do rompimento da barragem de Fundão e mudaram completamente a vida dessas pessoas – inclusive, afetando suas tradições. Um exemplo foi o ponto abordado a respeito da comunidade tradicional de Gesteira não ter entrado no Anexo 3 do Acordo de Repactuação.
Parcerias e apresentações culturais marcam a tradicionalidade
A ASPER Doce, que é a Associação de Pescadores de Rio Doce, também contribuiu para o encontro servindo porções de tilápia aos presentes e mostrando a qualidade dos peixes criados em tanques de produção.
Também houve apresentação cultural do grupo quilombola Ganga Zumba, do Congado de Santana do Deserto e apresentação de bateria e capoeira conduzida pela Comunidade da Gesteira.




