Parceria entre Funasa e AgSUS no monitoramento da qualidade da água na Bacia do Rio Doce

A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) anunciaram parceria para realizar o monitoramento da qualidade da água destinada ao consumo humano na Bacia do Rio Doce.

A iniciativa, que acontece desde maio, integra o Programa Especial de Saúde  do Rio Doce (anexo 8 do Acordo de Repactuação) e tem como objetivo acompanhar, de forma contínua, as condições da água consumida pelas populações atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015.

Em maio deste ano, técnicos da Funasa receberam orientações para operação no Rio Doce – Foto: Divulgação/Funasa

O que é o programa de monitoramento e como será feito

O programa prevê a realização de coletas periódicas em pontos estratégicos ao longo da bacia, permitindo acompanhar a qualidade da água e identificar possíveis alterações que possam representar riscos à saúde da população. A Funasa informou que haverá 173 pontos de coleta em 32 municípios de Minas e do Espírito Santo. Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado estão entre os municípios incluidos. 

A assessoria de comunicação da Funasa disse que, na nossa região, as coletas são feitas nos seguintes pontos:

– Rio Doce – são duas medições coletadas no Sistema de Abastecimento de Água;

– Santa Cruz do Escalvado – também duas medições coletadas no Sistema de Abastecimento de Água;

– Chopotó – não é realizada coleta. A cidade mais próxima com medições é Mariana.

Ainda conforme a Funasa “as ações começaram no rio Doce no mês passado, em maio. Elas compreendem uma série de pessoas, são muitos técnicos que estão envolvidos, são cinco unidades móveis –  que são laboratórios sobre rodas. Há, também, laboratórios físicos, já que alguns testes não são feitos dentro do laboratório móvel, porque precisam mais tempo de análise […] é um trabalho bastante complexo”, disse.

Durante os próximos 36 meses, as amostras serão analisadas para verificar parâmetros importantes como: turbidez (falta de transparência da água), pH, cloro, cloro residual e presença de microrganismos que podem indicar contaminação. A Funasa informou ao Centro Rosa Fortini que os resultados serão divulgados nos canais da instituição quando “estiverem prontos” , mas ainda não há previsão de data.

A AgSUS será responsável pela organização das equipes de campo, equipamentos e transporte das amostras até os locais de análise. Já a Funasa executará os procedimentos laboratoriais e a avaliação técnica dos resultados.

Por que esse monitoramento é importante?

A qualidade da água é um dos fatores fundamentais para a saúde pública. O monitoramento permite verificar se a água destinada ao consumo humano atende aos padrões de segurança e fornece informações que ajudam os órgãos responsáveis a planejar ações de saneamento básico, abastecimento de água, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos.

Pontos de coleta do monitoramento da bacia. Foto: Diego Brandão/Funasa

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