COMISSÕES DE ATINGIDOS(AS)
QUEM SOMOS?
As Comissões de Atingidos e Atingidas de Rio Doce, Santa Cruz do Escalvado e Chopotó surgiram da necessidade das comunidades se organizarem para enfrentar as consequências do rompimento da barragem de Fundão. Desde o início, a organização coletiva foi entendida como uma forma de amplificar as vozes das pessoas atingidas e lutar pela garantia de seus direitos.
Santa Cruz do Escalvado e Chopotó - Antes do rompimento da barragem, a população já havia sofrido violações de direitos. Com a construção da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, famílias foram obrigadas a deixar suas casas e reassentadas em outro local. Essa experiência fortaleceu a organização coletiva. Após o rompimento da barragem de Fundão, foi criado um Grupo de Trabalho, em 2018, para discutir a reparação. Com orientação do Ministério Público Federal, os atingidos e atingidas formaram a Comissão de Atingidos(as), reconhecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Rio Doce - Em Rio Doce, houve experiências de lutas anteriores, como a instalação da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, que resultou no reassentamento de 12 famílias da comunidade de Marimbondo. Também foi realizado um trabalho inicial de mapeamento da tradicionalidade, conduzido por lideranças locais. Mas a Comissão de Atingidos(as) foi criada mesmo após o rompimento da barragem de Fundão, com apoio de movimentos sociais e articulações com o poder público. Ela foi instituída por Decreto Municipal e reconhecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Com o tempo, as pessoas passaram a entender a importância da organização coletiva para enfrentar os danos causados pelo desastre. Nesse caminho, o objetivo das Comissões sempre foi claro: ouvir as pessoas atingidas e, juntas, buscar soluções para enfrentar as consequências do rompimento da barragem de Fundão.